Listinha

novembro 28, 2008

Calmantes pra uma vida toda

Calmantes pra uma vida toda

O final do ano já está chegando – denovo – e com ele vem também as bolachas natalinas da minha vó, o cheirinho de férias que sinto quando passo por algumas árvores, as contas de final de ano e claro… as listas de presentes de Natal, as reflexões do ano de 2008 e as de pedidos para 2009.

 

 

 

Pela primeira vez eu lembrei do que eu pedi na virada de 2007 pra 2008 enquanto pulava as sete ondas. Pudera, foi um pedido tão simples.

Previa que este ano não ia ser fácil, com estágio novo, solteira novamente, e no último ano da faculdade. Pedi com todas as forças do meu coração ansioso, que algum ser maravilhoso me desse, serenidade. Só isso, serenidade pra suportar todas as mudanças que haveriam de acontecer.

Durante o ano eu passei do estágio pro trabalho, do penúltimo pro último semestre (com monografia e um TCC de quatro partes para dividir com três colegas), e como as ondas que pulava na virada, voltei pro meu amor. E agora ele está lá, noivo de mim e lá em Sampa, bem longinho.

Pela primeira vez eu vi uma promessa de final de ano que deu certo. Não foi fácil, eu quase sucumbi, meu coração quase não agüentou.

Mas ontem quando finalizava todos os trabalhos da faculdade, me percebia diferente. Calma, sabendo que no fim, tudo ia dar certo. Esse comportamento não é tipicamente meu. Sei quando as coisas vão dar certo, ou não. Mas nunca fico calma diante dessa percepção.

E deu tudo certo!

Óbviamente o colo da mamãe, os puxões de orelha do meu noivo, a conversa dos amigos e as lambidas do meu cachorro incentivaram.

Ainda não sei o que vou pedir enquanto pular as ondas entre 2008 e 2009, mas com certeza vou lembrar dessa manhã. Serena, ouvindo jazz e sabendo ainda mais, que no final tudo dá certo.

Só pra dessegredar, vou pedir pra aprender logo as novas regras ortográficas e não vou pedir serenidade. Ela já está a minha espera.

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No passo a passo

setembro 13, 2008

Depois de visitar meus pais nos finais de semana, por meses consecutivos, fiquei na minha casa cascavelense. Tão traiçoeira quanto a Cascavel, sinto culpa por não me sentir mais pertencente a este apartamento, a este lugar. A ânsia de voltar a viver um sonho bom e antigo domina com todas as forças meus pensamentos, sentimentos e assim, perco totalmente a capacidade de ser racional e entender que o que tem que ser feito, tem que ser feito.

Para relaxar, overdose das letras de Milly Lacombe. Até que chega a derradeira frase: Por que estamos sempre com a sensação de que, quando finalmente acertamos o passo, a música muda? A Milly é o must!

Está tudo certo! Tudo tranquilo… Viver meus 21 anos, final da faculdade, um mundo de possibilidade e eu, eu que tinha sonho de ser uma solteira rodeada de modernos amigos, habitante de uma metrópole cosmopolita e festiva… Agora anseio terminar o que tem que ser findado para agir de acordo com o que certamente alguém chamaria de memória genética.

Terminar a faculdade e morar com um cara! Juntar escovas, acordar todos os dias do resto de nossas vidas juntos, esperar você chegar pra decidirmos o que vamos jantar, lavar o dobro de roupas, pedir para abaixar o som da tv, deixar o cachorro subir na cama sem esse cara saber, no sábado feijoada, no domingo macarronada ou uma tentavida de churrasco com maionese. Além é claro, dos aborrecimentos pelos atrasos no fechamento das edições, os finais de semana em que não poderemos ir pra praia com os seus amigos porque é aniversário de alguma tia minha, ou sua.

A natureza! Sempre a droga da natureza com o seu sopro carregado de incertezas, expectativas, planos e desistências. E o sopro natural é brisa, delirante, apaixonante, prazeroso, calmante… Acaba com com as vanguardas, e mostra que o mundo é assim porque até pode ser diferente. Mas com você é bom e como na culinária é só carregar um pouco mais o tempero, e degustar de acordo com a nossa preferência, sem pimenta por favor, pra não me machucar.

Seu corpo repousava na beira da janela.

Se sentia descolorida, des emocionada, des medida.

Por algum tempo um papagaio a fazia sorrir de quinta a domingo.

Um vento cheio de maresia, força e densidade carregou sua alegria pra longe.

Depois que entendeu biologicamente.

A psique.

Os medos – não os seus.

Gostos do papaguaio, ele sumiu.

Era repetitivo sim, mas era bom e eram iguais.

Por isso eram papaguaio um do outro.

Bicavam lâmpadas até apagarem.

Pousavam em corações no asfalto.

Bebericavam aquela água que não é pra passarinho e passarinhavam desmedidamente.

Até perderem o controle das risadas.

Foi quando ela aprendeu a beber as lágrimas

e entendeu, que até tem vocação pra papagaio, mas não quer porque é perigoso e faz doer a barriga.

Istambul

abril 1, 2008

Loucura é ver como o mundo diminui. Tia Bea está num navio entre a Turquia e a Grécia. Esses dias o navio encalhou e ficamos sem comunicação com a doida. Aí o mundo ficou grande denovo.

Sorte que existe o Orkut pra gente ver fotos e matar saudades. Dá pra imaginar aquele monte de gente que se perdeu no mundo e ninguém nunca mais teve idéia de onde pode ser que aquela pessoa pode estar?

Bruna* Bruta flor diz:
como vc se sentiu encalhada no meio do outro lado do mundo
BEATRIZ diz:
nao senti nada…..
BEATRIZ diz:
o problema nao e o navio estar encalhado…
BEATRIZ diz:
o problema e….
Bruna* Bruta flor diz:
é q?
BEATRIZ diz:
EU ESTOU ENCALHADA!!!!!!

Viu só… Nada é tão ruim quanto parece. E é bom!

BEATRIZ diz:
Eu estava andando por Istambul e lembrava de ti
Bruna* Bruta flor diz:
aiiiiiiiiiiiiiiii que lindooooooooooooo
Istambul

Café em Istambul. O pessoal fica jogando xadrez, fumando, bebendo, conversando… Às vezes explode uma bomba, às vezes a Grécia nos invade. Mas pra quê ser tão radical?

março 30, 2008

Para esclarecer… É tempo de apresentação. Daqui um tempo tratarei do mundo, com palavras.

De Angélica e Juarez

março 30, 2008

Filha de Angélica e de Juarez. Aos 13 sonhava em morar em NY, ter um casaco grande, um café fumegante, trafegar com destino aos amigos.
Inadaptável.
Encontro um pedaço de felicidade em uma cidade que dizia ser um lixão. Lá pelas tantas cansou da felicidade dividida e partiu em busca da felicidade plena. Iludida, sabe que isso não existe. Perseverante, quer continuar a procurar.
Encontrou-a estilhaçada.
Lembranças e vontades.
Dos tempos ruins, dos tempos bons. Dos brigados, dos ignorados.
Tenho vontade de fazer as pazes com quase todos que já briguei. O quase se resume a um ou dois que ainda não foi possível superar. Mas um dia, tomarei um gole de limonada e todos descerão goela abaixo.

No mais estou em processo de especialização. Leia-se, tornar-me uma pessoa especial.

Não tenho do que reclamar, a não ser da terrível necessidade de saber o futuro. Onde pisar?
Me lembra aquela velha prova do Faustão onde se pisava em pedras de isopô.

Nostálgica. Sinto saudade das mesas laranjadas de concreto do Colégio que estudava. De andar de bicicleta cambaleando pra lá e pra cá sob as sombras das árvores.

Vontadoura. Deitar numa rede e balançar pra direita e pra esquerda ao som de música calma e aconchegante.
Comer pão com bisteca e rir com velhos e eternos amigos.
Dormir na cama da minha vó e ouvir um pássaro cantar.
Jogar bets na rua.
Sentir frio na barriga e no minuto seguinte chegar na MINHA casa e dormir na MINHA cama com a sensação de dever cumprido e tarefa executada, com sucesso.

Angélica e Juarez e sua obra, ou rascunho.

março 26, 2008

Graças a Deus a vida é um caminho a ser percorrido e encontrado e descoberto.

Tenho descoberto pessoas, lugares, cantoras e eu mesma. Felizmente a vida é testes e a cada manhã passo um por um. Com uma ou duas listras.

É muito bom só ter para agradecer.

Hoje faz um ano que voltei de NY e dos quatro meses que mais mudaram o mundo sem vara de marmela. Ela veio depois. Aquela cidade é intransigente com aqueles que não querem mudar, se refazer, recriar, romper, romper, romper.

Rrrrrrrrrrrromper!

“O passado não condena. Só talves não viva mais…”

Ana Cañas

Let´s begin!

março 20, 2008

Nova versão, e espero que definitiva e frequente da Vara de Marmela.

Alguém já apanhou de vara de marmela? Eu nunca! Mas me disseram que é muito dolorido. Palavras podem causar dor? Podem causar prazer?

Se acompanhada de uma melodia então… São altamente destrutivas e é tão mais fácil ouvir e colocar aqueleas letras, palavras e acordes em relação a algo, ou alguém. Vou brincar de falar e copiar e colar sentidos, dores e prazeres.

Muuuuuito bom!

Te espero daqui uns dias.