Um verde, outro laranjado
maio 21, 2008
Seu corpo repousava na beira da janela.
Se sentia descolorida, des emocionada, des medida.
Por algum tempo um papagaio a fazia sorrir de quinta a domingo.
Um vento cheio de maresia, força e densidade carregou sua alegria pra longe.
Depois que entendeu biologicamente.
A psique.
Os medos – não os seus.
Gostos do papaguaio, ele sumiu.
Era repetitivo sim, mas era bom e eram iguais.
Por isso eram papaguaio um do outro.
Bicavam lâmpadas até apagarem.
Pousavam em corações no asfalto.
Bebericavam aquela água que não é pra passarinho e passarinhavam desmedidamente.
Até perderem o controle das risadas.
Foi quando ela aprendeu a beber as lágrimas
e entendeu, que até tem vocação pra papagaio, mas não quer porque é perigoso e faz doer a barriga.
maio 23, 2008 às 8:25 pm
que massa o texto, bom mesmo.
legal!
Leve, colorido.